
Muitas das atividades em nossa vida são executadas em múltiplos planos de movimentos simultaneamente. A ginástica funcional tem esse princípio, o de permitir que o treinamento físico seja mais aplicável aos movimentos do corpo em atividade do dia-a-dia, assim como em treinamentos específicos para o esporte. Sua prática estimula o fortalecimento de músculos centrais e mais profundos, contribuindo para uma melhora na estabilidade articular em geral, equilíbrio, coordenação e postura. Dentre seus principais equipamentos estão:
Bolas Suíças: Desenvolvidas nos anos 70 com o objetivo de reabilitação de problemas posturais, atualmente na área do fitness são um ótimo acessório para trabalhos de força, equilíbrio, coordenação, flexibilidade e alongamento.
Pranchas de equilíbrio: Assim como as Bolas Suíças, a prancha desenvolve propriocepção e equilíbrio por meio de suas reações de ajustes posturais a diferentes níveis de desequilíbrios.
Bancos de diferentes alturas: Quando saltados em série, adaptam o músculo a reagir rapidamente a uma deformação ou alongamento rápido chamado (Reflexo Miotático), sendo muito útil para o aperfeiçoamento da potência muscular.
Medicine Ball: Do tamanho de uma bola de voleibol ou basquete com peso de 2 a 15 kg, é eficientemente usada no tratamento de força pliométrica de membros superiores, para aumentar a força explosiva e potência.
E mais recentemente o novo e antigo Kettlebell: o Russiam Kettlebell (RKB), elaborado a partir de balas de canhão pelos exércitos soviéticos e adaptado ao treinamento físico por seus soldados, atletas e lutadores com o objetivo de ganho de força e potência. Há especulações de sua técnica de execução por atletas gregos e gladiadores, bem como evidências de seu uso por monges do Templo de Shaolin para aumentar o poder de luta. Há mais de um século fisiculturistas como Arthur Saxon, Sig Klein, Louis Cyr e Eugene Sandow praticaram o RKB devido a sua diversidade de exercícios e resultados na força e potência. Pesquisas indicam que a prática de RKB com cargas, de leves a moderadas, produz uma baixa resposta cardiorrespiratória com freqüência cardíaca média de 122 ± 21,13 correspondendo a 64,29 ± 11,7% da freqüência cardíaca máxima e uma intensidade de 32,96 ± 0,8% do consumo máximo de oxigênio (VO2 max). Uma sessão de RKB oferece uma queima de 297 ± 121,13 Kcal ou 4,97 ± 2,02 kcal/min*.
No Brasil, ainda é uma técnica desconhecida e vista com terror por algumas pessoas devido ao seu aspecto rústico, entretanto sua prática, quando supervisionada por profissionais de educação física habilitados, capacitados e com conhecimento e experiência de sua prática, pode proporcionar uma diferente, estimulante e saudável método de exercício funcional.






